A Maju gosta de cantar, dançar e inventar as coisas do jeito dela. Tem uma coragem que eu demorei muito mais para encontrar em mim. Quando vejo isso, não penso que preciso transformar cada gesto em uma grande lição. Às vezes eu só acho muito interessante observar quem ela é.
Ser mãe me deu vontade de entender melhor a infância. Não só para cuidar da minha filha, mas para prestar atenção em como uma criança se expressa, aprende, se relaciona e encontra espaço para ser ela mesma.
Na faculdade de Psicologia, essa curiosidade ganhou outras perguntas. O que os adultos deixam de ouvir quando estão com pressa para corrigir uma criança? O que muda quando a escola tenta compreender o contexto dela, em vez de olhar apenas para um comportamento? E quantas vezes a gente espera maturidade de alguém que ainda está aprendendo a nomear o que sente?
Não tenho respostas prontas para tudo isso. Estou no começo da formação e quero justamente ter espaço para estudar, conversar e mudar de ideia quando aprender mais.
Também não acho que ser mãe me dê uma resposta automática sobre todas as crianças. A minha experiência com a Maju é minha. Cada criança tem sua história, sua família, seus interesses e sua forma de estar no mundo. Talvez seja por isso que a Psicologia infantil e a educação me interessem tanto: elas me convidam a olhar com mais cuidado antes de concluir qualquer coisa.
Em casa, a vida não vira teoria organizada. Tem rotina, cansaço, limites e dias em que a gente percebe que poderia ter escutado melhor. A faculdade não me entregou um manual de como ser mãe, e eu nem queria isso. Ela tem me ajudado a formular perguntas melhores sobre situações que antes eu atravessava no automático.
Quero usar este espaço para registrar esse caminho. Trazer o que estudo, o que observo e o que ainda não sei, sem transformar experiência pessoal em regra para outras famílias. A Maju tem um lugar enorme na minha vida e no meu interesse por essa área, mas o que eu quero aprender vai muito além da nossa história.
Se você convive com crianças, tem alguma pergunta sobre a infância que passou a fazer depois de conhecê-las de perto?



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